Com postura mais madura longe de Salvador, o Tricolor mostra que deixou para trás a inexperiência púbere e passou a competir com consistência, intensidade e inteligência.
Tem novidade na praça: o Bahia entrou em campo fora de casa e, além de jogar bola, jogou com juízo. Sim, aconteceu. O que antes parecia montanha-russa emocional virou atuação de time que sabe onde pisa, quando acelera e quando esfria o jogo sem pedir desculpas.
A inexperiência púbere — aquela versão “coração a mil, perna a dois mil e cabeça a cem” — está ficando para trás. No lugar, apareceu um Bahia que entende pressão, administra momento ruim e não confunde correria com estratégia. Resumindo: menos susto gratuito, mais futebol adulto.
E os personagens dessa fase são ótimos:
Ronaldo virou protagonista com mérito. Quem era interrogação virou exclamação. Está chamando responsabilidade e aparecendo quando o jogo engrossa.
Roman Gomes é o gladiador da turma. Marca forte, disputa tudo e, se bobear, desarma até a conversa do adversário.
Cristian Oliveira é combativo e dinâmico: corre, pressiona, recompõe, acelera. Um verdadeiro departamento de energia renovável com chuteira.
Everton Ribeiro é o “Vega Sicília do Bahia”: raro, refinado e valorizado. Quando ele toca na bola, o jogo fica mais inteligente — e a turma respira com a sensação de que “agora vai sair algo bom daqui”.
Com esse mix — músculo, pulmão, pegada e classe — o Bahia ficou indigesto fora de casa. Se mantiver a toada, sai da prateleira do “time simpático” e entra na do “candidato que ninguém quer enfrentar”.





























